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Sistema Imunológico Comportamental - Parte 2

“A ativação do sistema imunológico comportamental está associada ao nojo” Se o sistema imune comportamental evoluiu como um meio de facilitar respostas comportamentais funcionalmente específicas, ele pode ser considerado um sistema motivacional psicologicamente único. Sistemas motivacionais distintos são tipicamente associados a experiências afetivas características - sede, fome, medo, ciúme e assim por diante. A experiência afetiva associada ao sistema imunológico comportamental é o nojo. O argumento discutido é que o nojo teria evoluído de uma resposta afetiva mais primitiva que servia para expelir alimentos prejudiciais - que podem estar contaminados com venenos, assim como patógenos - de entrar na cavidade oral de um organismo. Nas populações humanas contemporâneas, o nojo é provocado não apenas pelo sabor do alimento contaminado, mas também pela percepção de muitos tipos diferentes de estímulos que, ao longo da história evolutiva, foram diagnósticos para a presença de patógen...

Sistema Imunológico Comportamental - Parte 1

Quando estudamos Imunologia, aprendemos que há componentes de nossa imunidade inata que fazem parte da “primeira linha de defesa” contra infecções, mas será que podemos considerá-los a primeira linha mesmo? Muitos animais possuem comportamentos que reduzem sua exposição a patógenos. As formigas contornam seus ninhos com resinas que inibem o crescimento de fungos e bactérias. Os ratos evitam o acasalamento com outros ratos que estejam infectados com protozoários parasitas. Animais de muitos tipos evitam estrategicamente o contato físico com coisas específicas que, com base em pistas sensoriais superficiais, parecem representar algum tipo de risco de infecção. No nosso caso, possuímos ferramentas modernas - como o uso de preservativos e a vacinação - que permitem as pessoas se envolverem na tomada de decisões racionais. No entanto, muitos outros comportamentos - alguns óbvios e outros não - parecem ser regidos por um conjunto de mecanismos de estímulo-resposta mais antigos e funcion...

Órgãos linfoides

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Os nossos órgãos linfoides são a m edula óssea , o b aço , o timo , os linfonodos (também chamados de gânglios linfáticos ) e alguns tecidos linfoides cutâneos e de mucosas.  Podemos classificar nossos órgãos linfoides em primários e secundários .  Os órgãos primários são aqueles em que as células do nosso sistema imune são criadas ou maturadas . Um exemplo disso é a  medula óssea, que é o local de formação do precursor linfoide comum, que dará origem à linhagem linfocítica B e à linhagem linfocítica T . Essas linhagens irão gerar, respectivamente, os linfócitos B e T.   Além dos linfócitos B e T, a medula também participa da formação dos demais componentes celulares sanguíneos como hemácias, plaquetas e outros glóbulos brancos.  Vale lembrar que os linfócitos recém-formados são   imaturos . Os linfócitos B irão amadurecer na própria medula óssea, enquanto os linfócitos T irão sofrer maturação no timo, antes de cair na circulação. Reforçando,...

Propriedades das respostas imunes

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Nosso sistema imune funciona como um batalhão de guerra, com soldados diferentes que possuem determinadas funções específicas com o objetivo comum de defender o nosso organismo. Podemos dividir a nossa imunidade em inata e adquirida . A imunidade inata é aquela que já está presente no nosso organismo antes de sermos expostos a qualquer corpo estranho, proporcionando uma resposta muito rápida , atacando os invasores de maneira menos específica. Já a imunidade adquirida é estimulada a partir da exposição ao corpo estranho, montando a partir de então uma defesa específica. Suponha que você acidentalmente corte seu dedo do pé com um caco de vidro. Para esse caco acessar o seu organismo ele já teve que ultrapassar a primeira barreira que faz parte da nossa resposta inata: a pele . Essa barreira inicial também é composta por outras estruturas como as mucosas, pelos, muco, suco gástrico etc. A partir do momento em que o corte é gerado, os microorganismos passam a ter fácil acesso ao int...

Cefaleia

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1. PRINCÍPIOS GERAIS: O sistema de classificação internacional caracteriza a cefaleia como  primária ou  secundária . As cefaleias primárias são mais frequentes e possuem causas indefinidas, enquanto as cefaleias secundárias são menos frequentes e possuem causas exógenas bem definidas, podendo ser potencialmente graves. 2. ANATOMIA E FISIOLOGIA DA CEFALEIA: A dor em geral pode ocorrer por dois motivos: a) Estimulação de nociceptores periféricos por lesão tecidual ou distensão visceral; b) Lesão ou superativação de vias de produção de dor do Sistema Nervoso Central (SNC). A cefaleia pode se originar de um ou ambos os motivos. Geralmente poucas estruturas cranianas geram dor; elas incluem o couro cabeludo, a artéria meníngea média, os seios durais, a foice do cérebro e os segmentos proximais dos grandes vasos. As principais estruturas envolvidas na cefaleia primária são: a) Grandes vasos intracranianos, dura-máter e terminais periféricos do nerv...